“A Síndrome Do Regresso”

Tenho conversado com alguns amigos que voltaram a morar no Brasil e as conversas são sempre as mesmas, sobre a questão da readaptação. Alguns ainda estão no momento de organização da “nova fase”, outros já vivendo normalmente. Mas sempre é um caso a ser pensado e repensado. Uma amiga compartilhou uma matéria da Folha.com no Facebook, que organizou e sintetizou muito bem as minhas idéias e daqueles que estão voltando. Acredito que todo mundo que mora fora, ou que pensa em morar, ou até mesmo os que pensam em voltar, devem ler, debater, ouvir experiências… Muitas vezes, a saudade, as dificuldades, ou qualquer frustração no processo de viver longe do país de origem, fazem com que a gente pense logo em fazer as malas e voltar correndo. Por isso, acho as reportagens a seguir fundamentais para abrir a nossa mente e promover uma discussão interna acerca do processo de imigração. Isso é sério. A gente não muda e “desmuda” como se fosse a coisa mais simples e fácil desse mundo. Vale a pena conferir…

De volta ao país, brasileiros sofrem ‘síndrome do regresso’

AMANDA LOURENÇO

JULIANA CUNHA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa. Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008. 

O relatório de 2011 sobre a população expatriada sai no fim deste mês, e a taxa de retorno deve ser ainda maior. Há tanta gente comprando a passagem de volta e tanta dificuldade de reintegração ao mercado de trabalho brasileiro que o Itamaraty lançou o “Guia de Retorno ao Brasil”, distribuído nas embaixadas.

O caminho de volta pode gerar depressão. É a “síndrome do regresso”, termo cunhado pelo neuropsiquiatra Décio Nakagawa para designar certo “jet lag espiritual” que aflige ex-imigrantes.

Morto em 2011, Nakagawa estudava a frustração de brasileiros que voltavam ao país após uma temporada de trabalho em fábricas japonesas.

“A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos”, diz a psicóloga Kyoko Nakagawa, viúva do psiquiatra e coordenadora do projeto Kaeru, de reintegração de crianças que voltam do Japão.

Se ao sair do país o imigrante se cerca de cuidados para amenizar o choque cultural, no retorno a ilusão é de que basta descer do avião para se sentir em casa.

“Retornar é uma nova imigração”, diz a psicoterapeuta Sylvia Dantas, coordenadora do projeto de Orientação Intercultural da Unifesp. “A sensação é de que perdemos o bonde, estamos por fora do que deveríamos conhecer como a palma da mão.”

Quando voltou do segundo intercâmbio no Canadá, o gerente de marketing Rafael Marques, 33, descobriu que havia ficado para tio: “Todos os meus amigos estavam casados, com outras prioridades. Demorei meses para me situar”. Resultado: deprimiu. Recuperado, hoje ele trabalha com intercâmbios.

Para amenizar o estranhamento, a analista de marketing Natasha Pinassi, 34, se refugiou nos amigos feitos durante sua vivência de um ano na Austrália: “Em pouco tempo no Brasil percebi que deveria ter feito minha vida na Austrália. Já não via graça nas pessoas e nos lugares que frequentava antes. Só conversava com brasileiros que conheci no exterior”.

A família pouco ajudava: “Não pude falar o que sentia. Eu me culpava por estar sofrendo enquanto meus pais estavam felizes com minha volta”, diz Natasha, que tomou antidepressivos para tentar sair desse estado.

 A síndrome não é exclusividade dos brasileiros. “Em minhas pesquisas com imigrantes, percebi um sentimento geral de que o país deixado não é o mesmo na volta”, diz Caroline Freitas, professora de antropologia da Faculdade Santa Marcelina. “Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá.”Quem sofre de síndrome do regresso é frequentemente considerado esnobe. Parentes e amigos têm pouca paciência com quem volta reclamando: “O retorno tem uma significação para aquele que ficou. Junto com saudade, há um sentimento inconsciente de abandono, ressentimento e de inveja daquele que se aventurou”, explica Dantas.

Para Nakagawa, amigos costumam simplificar o processo de reintegração: “Há uma pressão para que a pessoa ‘se divirta’. Na melhor das intenções, os amigos não respeitam o tempo do viajante”.

Se a família também não ajudar, o ideal é procurar um psicólogo com formação intercultural. Em São Paulo, o núcleo intercultural da Unifesp dá orientação gratuita.

 

Também é muito interessante ver o relato de algumas pessoas que voltaram e compartilham sua experiência. Já escrevi aqui um post, acerca de fazermos as contas ANTES de tomarmos a decisão de viver longe, mas é também interessante o tal planejamento até na hora de voltar. Leia os depoimentos NOSTALGIA E DECEPÇÃO COM O PAÍS LEVAM À DEPRESSÃO DO RETORNO e também outro muito bom intitulado FOI UM CHOQUE VOLTAR AO INTERIOR.

Essas matérias me ajudaram muito e, de coração, espero que seja útil a todos nós, imigrantes aventureiros, espalhados pelo mundo afora.

 

27 comentários em ““A Síndrome Do Regresso””

    1. Cá, todo mundo que vem como turista quer ficar pra sempre! Hahahahaha! Mas costumo brincar que vir passear é uma coisa, vir pra ficar, 200% diferente! Ambos são bons, mas os dilemas são outros!

      Por falar nisso, quando vem nos visitar outra vez?

      Abraço!

      1. Olá Carolina,
        morei 6 anos em Tokyo, voltei a dois meses e acho que estou sofrendo dessa sindrome. Minha vontade agora e morar em algum outro pais, ou trabalhar em uma profissao que requer viajar muito. Eu conheci alguns australianos, eles me falaram que ha muita falta de engenheiros civis. Gostaria de saber quais outras profissioes sao requisitadas e outras formas de consiguir viver na Australia, pelo menos por um tempo. Ficaria muito grato se voce pudesse me dar algumas dicas, tenho ingles fluente. Valeu!

    1. Oi amiga querida! Tudo bem por aí?

      Por enquanto não, flor! Na verdade, se as coisas acontecerem, talvez outro país, mas não voltaremos pro Brasil tão cedo!

      Bom, são planos né, Dani?!? A gente nunca sabe ao certo que surpresa a vida está nos reservando ali na frente!

      Beijos, amiga! Saudade, sempre!

  1. Boa noite Carol,, Tenho 53 anos e minha esposa 31, temos 2 filhos uma menina de 8 anos e um menino de 2 anos.
    Sou Formado em Engenharia Civil , porém me especializei em tecnologias e informatica (UFES-ES e PUC-RJ), trabalhei em grande empresas, Aracruz Celulose, Banco Nacional, Coca-Cola, Nuclebras, Vale do Rio Doce, Souza Cruz (BAT-fumo). Na epoca do banco Nacional me candidatei e fui selecionado no Brasil para migrar para a Australia, teria que comparecer na embaixada de buenos Aires, mas por uma fatalidade perdi minha filha (7 meses) em um acidente de carro, e fiquei destruido, desisti pois queria a Australia para ela, tive mais um filho hoje com 19 anos, com formação especial, dominio do portugues, ingles e alemão (passou uma ano na alemanha), cursa Direito e já estagia no tribunal de justiça do Espirito Santo desde o primeiro ano (é um menino especial) sou um pai de verdade!
    Nunca abandonei a ideia de migrar para a Australia (desde de menino mandava correspondencia para as embaixadas dos paizes e recebia os folders e informações destes), e autralia e canadá me encantaram, mas o povo e clima me penderam para a Australia.
    Minha segunda e atual esposa tem curso de cabeleleira mas domina a parte de maquiagem :social, corporal e teatral (com cursos em SP e RJ com proficionais da globo e SBT.
    Em 1997 sai do RJ e retornei para Vitoria -ES, entrei para o ramo de extração de Pedras Ornamentais (granito e Marmore) sem conhecimento do mercado interno, já que minha produção estava direcionada para a o mercado externo, conhecidiu com a crise Asiatica.
    Retornei para a informatica (prestaçºao de serviços para a Vale atraves de consultorias terceirizadas e um ano depois me desloquei para Cachoeiro de Itapemirim-ES (centro produtor e exportador de Granitos e Marmorés) la dividi minha atividade na comercialização de pedras e desenvolvimento de um Sistema de Facturig, em seguida gerenciei como socio minoritári0 uma empresa de granitos e marmores tendo como socio o grupo Espanhol maior produtor do Crema Marfil, aprendi o espanhol pelo convivio direto, e os trabalhos resumia em gerenciamento administrativos, tecnicos e de controle dos projetos de procura, sondagens e estudo de custo e beneficios das jazidas.
    Queriamos somente Marmorés, Quartizitos e Minerios (ferro, bauxita, niquel .etc) por quase todo o Brasil. Sai da sociedade, meu interesse era extração e o deles especulação.
    Hoje sou gerente de vendas e socio minóritario de Empresa extração de Marmores em Cachoeiro, de meu irmão, mas, desejo que meus filhos menores tenham o padrão de educação que dei para o mais velho.
    Apesar de continuar atuando em informatica fiquei defazado (12 anos em empresa pequena). Acumulei conhecimentos na área pesquizas minerais atuando tambem junto a todas esferas de liberação ambiental, dominio do CAD, cordenadas cartesianas, GPS, liderança e coordenação e gerenciamento de projetos. Tenho cidadania europeia (passei de 30 anos).
    No momento estou sozino em Portugal de 06/03/2012 até 15/04/2012 avaliando as oportunidades de abrir un Salão de Beleza para minha esposa (também representamos exelentes fabricantes de cosmeticos no ES) estou me informando e observando costumes e cultura, visitarei feira na Espanha, Italia e Londres.
    Carol quero ir para Autralia.
    Problemas: idade e somente leitura de razoavel de ingles.
    Pontos positivos: me sinto um jovem, gosto pelo novo e desafios, quanto maiores mais me empenho e me realizo pelas resoluções destes.
    Sei que preciso estudar ai e trabalhar ao mesmo tempo, me mantive humide apesar dos sucessos alcansados, faço qualquer serviço rude bem e com prazer, com o tempo e dominando a linguagem e acultura da Australia consigo trabalho bem remunerado, e meus filhos teriam estudo, cultura e qualidade de vida que a geração deles não teriam no Brasil.
    Carol avalia meu meu perfil, consigo realizar meu desejo de residir na Autralia? Use de toda sinceridade e realismo.
    Atenciosamente, um abraço fraternal e agradeço desde já sua atenção
    André Paris .’.

  2. PASSEI 8 ANOS NO JAPÃO E HÁ 10 VOLTEI PARA O BRASIL, NÃO CONSIGO ME ACOSTUMAR E ATÉ HOJE MINHA VONTADE É VOLTAR PARA LÁ.

    1. Olá Abreu!

      Imagino como deve ser difícil passar por isso! Espero que em breve, ou você volte pro Japão, ou aconteça algo super bom e positivo aí no Brasil, que faça a sua volta ter valido muito a pena!

      Sucesso e tudo de bom…

  3. Oi, Carolina.

    Muito interessante o seu post, muitas pessoas pensam em como é difícil se mudar para outro país, mas não pensam em como também é duro o retorno.

    Estou há apenas pouco mais de 1 mês morando em Sydney, e já não me imagino voltando pro Brasil. Parece que a vida seguiu por lá e estou em outro ritmo, quero construir uma nova vida aqui.

    Parabéns pelo blog.

    Bjs,
    Denise

    1. Olá Denise!

      Toda mudança é difícil, toda vez que saímos da zona de conforto dói, mas uma coisa é verdade: o ser humano é super adaptável! Vir é difícil, voltar também é, mas se não for difícil, que graça tem???

      Fico feliz que esteja gostando! E desejo de coração que consiga mesmo construir uma nova e feliz vida aqui na Austrália!

      Tudo de bom pra você!

      Abraço.

  4. Olá Carol
    A decisão de voltar ao país de origem me parece bem mais difícil do que de partir. Pois quando partimos para o novo estamos cheios de esperanças e expectativas. Enquanto que ao voltar podemos não encontrar o mesmo país que deixamos, ou fomos nós quem mudamos e assim podemos ter mais difivuldade para se adaptar. Mas penso que cada caso é um caso, depende dos motivos que fizeram a pessoa deixar o país e quais os motivos que a fizeram voltar.
    No nosso caso, moramos na Austrália há pouco mais de 3 anos e nossa expectativa é viver aqui enquanto valer a pena, enquanto acrescenta de bom em nossas vidas, mas temos consciência (não sei até que ponto) que se voltarmos para o Brasil teremos olhos mais críticos para a vida lá e as comparações serão inevitáveis. Por isso concordo que deve se pensar bem nós prós e contras antes de emigrar. Abraços.

    1. Sem dúvidas, Lourdes! Tudo na vida tem que ser feito com muito pé no chão e consciência, não é? Cada caso é um caso mesmo, cada um pensa diferente e é por isso que a vida vale a pena! Se todo mundo fosse igual, seria uma chatice sem fim!

      Abraço.

  5. Oi Carol..
    ultimamente ando bastante triste..e depois que li sua matéria, percebi o que tem acontecido comigo.
    voltei dos Estados Unidos faz um ano, foi a melhor experiencia da minha vida..conheci pessoas incriveis e viajei muito! fiquei dois anos e voltei por questoes de visto e tambem porque achava que tinha chegado minha hora de voltar..alias estava com muita saudade da familia e dos amigos. No primeiro ano de volta como voce mesmo citou na materia foi readaptacao, mas agora no segundo ano de volta, estou me sentindo muito sozinha. minhas amigas daqui estao namorando, e sem falar que moro em uma cidade de 9 mil habitantes. o grande prazer mesmo de morar aqui é estar perto da familia. Vejo minhas fotos e videos de lá e comeco a chorar! algumas amigas que conheci lá, tambem ja voltaram ao Brasil..mas vivem em outros estados. Atualmente estou focando no trabalho, mas fora isso, vivo em tristeza!!

    1. Oi Caroline!

      Não fique triste! Faz mal pra saúde… Tente encontrar algo bom onde você está agora, tente encontrar pequenos detalhes que tragam um sorriso ao seu rosto. Procure ver as coisas boas, os pontos positivos em estar de volta ao Brasil. Imagino o quanto deve ser difícil, mas não desista. Caso não consiga mesmo, já pensou em planejar uma nova ida aos EUA? Ou tentar construir uma vida lá? O importante é estar feliz e saber que tem tentado o melhor por si mesma. Não desista nunca de você e de seus sonhos; afinal, de que vale a vida se a gente não estiver bem?

      Grande abraço.

  6. Oi Carol! Ouço mto isso de quem mora uma vez fora não consegue voltar! Mas em por outro lado já conheci pessoas que passaram um tempo fora e ficaram mto felizes em voltar! Acho que isso é bem pessoal! O que vi acontecer com meus sogros por exemplo, eles vieram para Austrália a 15 anos atras, mas voltaram para o Brasil diversas vezes na tentativa de retomar a vida lá (foi em uma dessas vezes que conheci meu marido), mas tds as vezes acabaram voltando para cá, o que acredito que aconteceu com eles é que esperavam encontrar tudo da mesma forma que deixaram, esqueceram que o tempo passou, e que na verdade o lugar que tinham vontade de voltar já não existia mais, pq com o tempo mta coisa muda, como nós seguimos com nossas vidas em outro lugar, as pessoas que ficam tb seguem suas vidas. Mas em contrapartida, meu marido que morou aqui dos 9 aos 19 anos, depois no Brasil até os 25 e agora novamente na Austrália, não está tendo essa dificuldade td. Talves pq ele voltou em outra realidade, adulto casado, e não esperava que os amigos da adolescência e o ambiente que ele vivia fossem o mesmo que ele deixou a 6 anos, acho que td está relacionado com a forma com que encaramos as coisas e com o que esperamos delas!
    Estou em Melbourne só a 3 meses e como já comentei tb escuto o ” Mas vcs voltam né?” Minha resposta é ” Não sei” , pq realmente não sei, a pouco mais de 1 ano atrás nem passava pela minha cabeça vir para cá… nossa vida dá mtas voltas… E no momento estou deixando me levar, pq qt mais espectativas eu crio, mais frustrada eu fico rsrs
    Ahh vc que é de Jundiaí né?
    Bjão

    1. Olá Paula!

      Realmente, tudo é relativo nessa vida! Absolutamente TUDO! Cada caso é um caso, cada pessoa é de um jeito! Isso tudo aí no post são apenas estatísticas e experiências de vida compartilhadas. Experiências de pessoas vivendo suas próprias vidas. Não estou tentando construir teorias conclusivas acerca do assunto, apenas trazer a tona situações reais, que podem (ou não) acontecer com todo mundo. Você está certa, depende muito de cada um. O ser humano foi feito para ser adaptável a todo tipo de situação. Uns sofrem mais, outros menos; uns levam mais tempo, outros quase nenhum… O importante é respeitarmos o ritmo e a vivência de cada um e torcer para que a nossa experiência pessoal seja sempre boa e positiva, como tem sido a de seu marido.

      O importante é você estar feliz, aqui ou lá… e seguir sempre o seu coração!

      Sim, morávamos em Jundiaí quando nos mudamos pra cá, mas na realidade, minha cidade natal é Guaratinguetá, SP. Jundiaí é a minha cidade do coração!

      Outro beijo.

  7. Mr Camargo, Ola a todos do Blog, li algumas mensagens e algumas delas me tocam e me fazem sentir-me ainda mais humano, feito de carne, osso e sentimento.

    Admiro muito aquelas pessoas que sonham e de alguma forma buscam concretiza-los….buscam em vida algo para mostrar e dar ao proximo o melhor de si…eu desde cedo tive dificuldades financeiras horriveis, uma atmosfera familiar complicada do ponto de vista “moticavao e apoio” mas que no andar do trem me moldaram a ser uma pessoa que almeja bem estar atraves de realizacoes concretizadas..durante varios anos de adolescencia e na faculdade fui feroz com as dificuldades e lutei degrau a degrau….mas o maior sonho nunca foi apontado a ser rico e sim viver em um lugar mais justo, um lugar onde filho, neto, irmao, amigo pudesse ter melhor qualidade de vida sem essa carga, essa batalha para ser o melhor de todos…Foi quando vivi por 1 ano na Nova Zelandia e encontrei um modelo de sociedade que imaginava existir mas que ainda nao havia visto com os olhos…voltei ao Brasil e desde entao ficou aquela vontade de voltar, e fazer a vida naquele lugar….o fato é que ao voltar Brasil o tempo passou, e passou um pouco mais ….o espirito esfriou, por sorte e destino consegui um bom emprego no qual estou até hoje. Em 2010 ainda que numa situacao de trabalho confortável apliquei para residencia na Australia (assim fico proximo da NZ) e ha 2 meses atras me concederam o Visto de Residencia….Estou super feliz, mas ao mesmo tempo com muito medo, um medo que nao se explica, talvez medo de afastar-se dos amigos e familiares. Nao quero mais fazer o que fiz na adolescencia e na epoca “under 30″….escrevi um texto apenas para compartir com voces esse meu sentimento de duvida….um grande abs a todos !

    1. Mr Camargo, obrigada por compartilhar seus sentimentos e medos…
      Somos todos humanos, de carne e osso, com sonhos, desejos e planos!
      Só te sugiro uma coisa: SIGA SEU CORAÇÃO!!!
      E seja feliz onde quer que esteja…

      Abraço

  8. Eu sou ao contrario vivo fora do Brasil desde 2007 e nao consigo me acostumar aqui fora, quando vou de visita ao Brasil as pessoas falam que estou diferente, bem eles ja diziam isso quando eu morava no Brasil. A saudade que tenho e tanto, que nao vejo reconhecimento nenhum em nada que faco e conquisto aqui, e como se nao houvesse sentido em nada, apenas vivo por viver. Tudo que vejo comparo mesmo que em pensamento com o Brasil e fico revoltada quando leio o tanto que brasileiros falam mal do Brasil, eu sinto que falam mal de minha familia, minha patria, isto me doi. Nossa familia como a de todos nao e perfeita, mas nem por isso deixamos de ama-la. Olha o dinheiro ganhado aqui nao tem o mesmo sabor do Brasil e so nao volto para o Brasil por que infelizmente meu coracao e dividido entre minha patria amada e meu amor, meu marido que e estrangeiro, essa divisao so gera sofrimento pois quando estou sem ele no Brasil me falta uma parte e quando estou aqui longe continua faltando outra parte… e um dilema. Fiz de tudo para me adaptar mais meu coracao e brasileiro, e como diz o ditado onde esta seu coracao ali e seu lugar.

    1. Que chata a sua situação… Sempre digo pra quem não gosta de viver fora: então, volte pro Brasil!!! Mas no seu caso, teria que convencer seu marido a ir também, né?!?
      Pena que não se adaptou! Deve ser muito ruim viver desse jeito!
      Espero que um dia possa voltar pro Brasil e ser feliz lá…

      Abraço.

  9. ola! Sra carol, ou se não se não importar Carol, li alguns artigos do seu blog, muito interessante, acho muito útil brasileiros fazer esse trabalho, para melhor informar futuros imigrantes, Bom, eu também sou imigrante vivo em Portugal a 5 anos, país pacato, tranquilo, mas pouco receptivo a imigrantes, e como já deve ter visto as notícas, esta passando por uma crise enorme, desemprego, cortes de salarios etc..Estou com ideias de mais um ou dois anos imigrar para outro país, só estou a espera de obter a nacionalidade portuguesa, por que penso ser mais facil para imigar, no meu caso para europa seria mais facil, por ser livre fronteiras, mas de verdade a europa esta cada vez pior, a crise esta instalada aqui, Graças a DEUS tenho trabalho, e minha esposa também, mas não vejo com bons olhos continuar aqui, a tendência é piorar, então esses dias a falar com colega de trabalho, falamos sobre Australia, e pensei, por que não?
    Só ouço falar bem da Austrália, o unico lado negativo, penso que seja na área na saúde, que perece faltar médicos em algumas especilaidades. Então só gostaria saber um pouco a sua opinião, algumas orientações e dicas, para viver na Austrália, por que nada como falar com alguem que vive no país não é?? MInha esposa é engenheira em informática, e eu sou motorista, mas no meu caso penso teria que aceitar qualquer tipo de trabalho.
    Aguardo o seu retorno.
    Obrigado e fica com DEUS.

    1. Olá Giovani, tudo bem?

      Sem problemas, pode me chamar como quiser.
      Primeiramente, agradeço por achar o Blog interessante; meu desejo é compartilhar mesmo.
      Tudo que ouve falar bem sobre a Austrália é mesmo uma realidade. É um lugar incrível de se viver!
      Falta de médicos não seria exatamente a situação. Existem médicos, e bons. A questão é que o sistema de saúde é muito diferente e o imigrante quando chega, precisa se adaptar.Como brasileiros, nessa área, foi bastante difícil pra nós como família. Mas hoje, temos um médico de família excelente, em quem confiamos e recorremos sempre.
      Sobre mercado de trabalho, falta mais Engenheiro do que Médico, na realidade. Acho que será mais fácil pra sua esposa, se ela tiver um bom Inglês. No seu caso, já que está aberto a qualquer tipo de trabalho, seria ainda mais fácil…
      Minha dica principal: cuidem do Inglês, isso abre muitas portas.

      Boa sorte com os planos pro futuro!

      Abraço.

  10. Nossa Carol… falaste tudo!!! Moro há 2 anos em Londres e teoricamente deveria voltar pro Brasil em marco, mas nao tenho vontade nenhuma! To me dedicando agora a procurar novas aventuras e tentar conseguir um visto pra outro país antes de marco… to em dúvida entre Canadá e Austrália pra ser sincera, mas to pesquisando (de repente até o fim de novembro me decido).
    Enfim, só queria dizer que adorei o seu blog (e como vc tem paciencia, né?)!!!

    Bjossss e toda a sorte do mundo pra vc!

    1. Oie Danielle, tudo certinho por aí?

      Pois é, essa questão de voltar a morar no Brasil é bem delicada!!!
      Mas cada um deve seguir aquilo que está em seu coração. Se o abrirmos, o melhor sempre virá!
      Espero que tenha decidido o melhor pra você e se puder, passe aqui pra me contar onde está vivendo agora, ok?
      Obrigada pelo elogio ao Blog; e, sobre a paciência, às vezes ela me dá um perdido daqueles! Porém, eu tento correr sempre atrás dela! Hehehe!

      Grande abraço e boa sorte, sempre!

  11. Holaaa! Qué alegría saber que alguien se siente como me siento yo! Soy chilena y estuve viviendo dos años en Nueva York, volví hace un mes y estoy súper deprimida, enrabiada y desesperada por irme a otro lugar. Todos decepcionados, esperaban que yo saltara de felicidad por volver. Sin embargo, yo me siento incómoda y ha sido muy difícil acostumbrarme. Gracias por la información, al menos siento que no estoy loca ni que soy una mala agradecida!

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