Quer Estudar na Austrália?

Essa semana tive o prazer de conhecer vários estudantes brasileiros em Melbourne, que vieram pra cá através do programa Ciência sem Fronteiras. Já tinha ouvido falar desse programa, mas não conhecia detalhes sobre ele.

“Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.” (retirado da página do programa)

Conversando com os estudantes, fui descobrindo mais detalhes e me apaixonei pelo programa. Que oportunidade incrível nosso país tem oferecido para esses estudantes! E antes que comecem os “blá-blá-blás” sobre onde o Governo brasileiro deveria investir essa grana, deixo claro aqui que sou Professora e, como tal, QUALQUER investimento em Educação no Brasil, já ganha meu coração.

É fato que precisamos de investimentos em vários setores, especialmente na Educação de base; concordo e endosso. Porém, num país como o nosso, onde a grande parte do dinheiro arrecadado é destinado praticamente à corrupção, lavagem de dinheiro e roubalheira governamental, qualquer investimento na área da Educação deve ser engrandecido. Tenho lido bastante esses dias sobre o programa e me encantei! Quem me dera ter tido uma oportunidade como essa quando eu era mais jovem! De qualquer forma, segue aqui a dica para os estudantes universitários. As chamadas para o programa na Austrália já estão abertas e sugiro que você não perca a oportunidade.

Para mais informações, basta colocar “Ciência sem Fronteiras” no Google, para uma enorme quantidade de artigos, opiniões e informações sobre o programa. Mas não invista muito tempo apenas lendo, para não perder a data. Inscreva-se o quanto antes e depois aprofunde-se na leitura. Tenho certeza de que você também vai se apaixonar pela iniciativa! As inscrições estarão abertas até o dia 29 de novembro. Corre lá que ainda dá tempo! E boa sorte!

Segue de novo o site oficial do programa:

http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home

Melbourne DE NOVO!!!

E pelo terceiro ano consecutivo, aqui estamos nós de novo comemorando a vitória dessa cidade maravilhosa! O título de melhor cidade para se viver no mundo continua pertencendo à minha encantadora Melbourne. Confesso que sinto um orgulho que vem bem lá de dentro, como se eu fosse uma “melbourniana da gema”. Talvez por amar e admirar tanto esse lugar, ou por ser uma eterna turista, meu coração fica cheio de alegria por ver essa “coroação” da cidade, provando ao mundo que viver aqui vale a pena. De 140 cidades pesquisadas, Melbourne permanece no topo do pódio, seguida da capital austríaca, Viena. Vancouver, no Canadá, que era a cidade mais habitável pesquisada até 2011, encontra-se em terceiro lugar. Três outras cidades australianas encontram-se entre as 10 do mundo: Adelaide (número 5), Sydney (número 7) e Perth (número 9).

Essa pesquisa é conduzida por um órgão chamado The Economist Intelligence Unit e leva em conta diversos fatores como Estabilidade, Saúde, Educação, Infra-estrutura, Cultura e Ambiente. As categorias são compiladas e ponderadas para fornecer uma avaliação global de 1 a 100, onde 1 é considerado intolerável e 100 é considerado ideal. Para a cidade de Melbourne, foi dada a pontuação perfeita de cuidados com a Saúde, a Educação e a Infra-estrutura. Para conhecer mais detalhadamente a metodologia dessa avaliação, clique aqui.

Mais uma vez, eu só posso agradecer a Deus de coração, por ter nos trazido para esse lugar incrível, que eu amo de paixão, de verdade. Nós nunca sonhamos ou planejamos vir pra cá. As coisas simplesmente foram acontecendo e nos trazendo, nos encaminhando, de forma clara e objetiva. Porém, olhando hoje para tudo que vivemos até aqui, só posso permitir dentro de mim uma gratidão incontestável pelo presente divino que nos foi dado, ao nos mudarmos pra cá. Quase cinco anos depois, tenho a certeza dentro de mim de que essa foi a MELHOR coisa que Deus podia ter feito por mim e por minha família… Obrigada Deus. Obrigada Melbourne. Cheers!!!

Minha linda Melbourne, eu tenho orgulho de você!
Minha linda Melbourne, eu tenho orgulho de você!

Mudando o Brasil, mesmo de longe…

Oi gente! Depois de um loooongo período sem escrever, não poderia deixar passar em branco um momento como esse… Hoje, “White Monday” no Brasil, terça pra gente aqui na Austrália, também estaremos reunidos para apoiar o nosso país. A comunidade brasileira em Melbourne estará “tudo-junto-e-misturado”, demonstrando todo o nosso apoio e indignação com os acontecimentos atuais em nosso país. Não é porque a gente está longe que vai ficar omisso ou perder a chance de mostrar ao mundo que o país acordou e quer mudança JÁ!

Aproveito pra deixar claro aqui no MEU espaço, onde posso expressar abertamente a MINHA opinião, que sou contra qualquer tipo de violência. Radicalmente CONTRA. De qualquer parte. De ambas as partes, inclusive. Sou a favor da paz, sempre. Qualquer tipo de violência, mesmo por causas justas, perde meu apoio e simpatia, imediatamente. Sou da paz! Mas nem por isso vou me omitir em um momento como esse. Estarei lá levando meu amor, minha bandeira e meu desejo incontrolável de um Brasil melhor, mais justo, mais humano, mais decente… De paz!!!

Quero tudo isso. Quero um futuro pro Brasil… Quando a gente mora fora, consegue identificar exatamente o que deseja, por ver um modelo de país que funciona, que respeita, que dignifica, que honra. Viver na Austrália me mostrou o que eu sempre desejei pro meu país, pra minha família, para os meus amigos e pra minha vida. É POSSÍVEL!!! Existe, tem jeito. E ainda que as coisas por aqui não sejam um modelo de PERFEIÇÃO, pra quem veio de um modelo de país como o nosso, viver aqui chega muito perto disso.

De qualquer forma, hoje é dia de acreditar. De sonhar. De somar!

Estaremos todos lá, com o coração cheio de novas esperanças, de novos sonhos pro nosso país, de um orgulho que a gente tem perdido faz um tempo: O ORGULHO DE SER BRASILEIRO! Orgulho de não se calar, de não se omitir, de poder expressar aquilo que vai dentro do peito da gente: o sonho de ver um Brasil diferente, justo, com ORDEM e PROGRESSO.

#changebrazil #mudaBrasil #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta

https://www.facebook.com/events/139107326291772/

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Migrantes Deixando a Austrália

Ontem recebi um email interessante de uma amiga muito querida (também imigrante na Austrália), que vive os mesmos dilemas de todos nós, com a seguinte pergunta: “E nós? Também vamos desistir, ou vamos conseguir nosso tão sonhado ‘lugar ao sol’ aqui em Down Under?” Em anexo, havia um link para uma reportagem de uma rede de notícias australiana, chamada Seven News. O artigo era tão interessante, que valeu uma tradução para ser publicado aqui no Blog. É importante frisar que o texto abaixo NÃO É DE MINHA AUTORIA e não representa ou expressa minha inteira opinião pessoal; estou apenas transcrevendo aqui. O nome do artigo é exatamente o nome do post: “Migrantes deixando a Austrália” – escrito por Adam Marshall, para o Today Tonight.

“Eles vieram de várias partes ao redor do mundo, perseguindo o sonho australiano, mas agora muitos deles mal podem esperar para voar de volta pra casa. O que estaria causando esse êxodo em massa? Os números mais recentes mostram que imigrantes estão deixando a Austrália em números recordes. Há aqueles que querem permanecer e aqueles que não podem mais esperar para sair. A grama, que supostamente seria mais verde do lado de cá, parece estar ‘queimada pelo sol’ e está perdendo o seu apelo. 

Só no ano passado, o número de pessoas que vieram para viver aqui caiu em nove por cento, ficando em torno de 127.000. Por outro lado, 88.000 planejaram seu retorno, para nunca mais voltar; isso é o dobro de uma década atrás. A agente de viagens Lisa deixou os Estados Unidos há dez anos atrás e agora ela está entre as dezenas de milhares de imigrantes que querem voltar para casa. ‘Acho que os australianos em geral não têm muita aceitação de estrangeiros. Televisões, geladeiras, automóveis, são o dobro ou o triplo do preço aqui, comparado aos EUA. Filmes levam em torno de três meses para chegar aqui e não há quase nada para fazer à noite. Tudo o que eu penso é em como fazer pra voltar para casa,’ disse Lisa.

Juntando-se à fila, estão Kevin e Lynne Ward. Vindos da Inglaterra, o casal mudou-se para Perth. Quando fizeram a aplicação para o visto, antes de virem para cá, Kevin – um encanador qualificado – soube que a profissão dele estaria em demanda. Era bom o suficiente para obter um visto de imigrante qualificado, mas não bom o suficiente para conseguir um emprego, quando ele finalmente chegou com sua família. ‘Se você é um encanador Inglês, com todas as qualificações sob o sol, você também pode jogar isso tudo no lixo – porque não vale como está escrito no papel,’ disse Kevin. Mas quando finalmente os Wards chegaram, disseram a Kevin que ele precisaria treinar. Decidiram então voltar pra casa, com a sensação de que eles foram vendidos a um fracasso. 30.000 km, ida e volta. ‘Acabamos ligando para a companhia de mudança e pedindo pra deixarem tudo dentro do container, bastando devolver em linha reta ao local de origem,’ disse Lynne. A aventura custou-lhes $100.000 dólares.

Daphne Loffman é uma enfermeira que se mudou para Perth com sua família, vindo da Inglaterra, esperando por um estilo de vida melhor, mais fácil. Mas nada tem sido assim. ‘Tudo é mais caro. Queríamos permanecer aqui. Não gastamos dinheiro,  tempo e esforço, para dar uma risada, sentar aqui e lamentar-se sobre a decisão,’ Daphne disse. Vir para a Austrália exige um compromisso enorme e é um exercício caro. ‘Eles me disseram que o processo levaria de dez a quinze anos, e se eu quisesse cidadania, eu teria que desembolsar cerca de $34.000 dólares’, disse Jan Peters. Ela realmente quer ficar na Austrália, mas teme que, em breve, tenha que se mudar de volta para casa, na Nova Zelândia. ‘Isso deixa uma sensação de buraco no estômago, mesmo que você esteja contribuindo, trabalhando duro e fazendo uma boa vida, mesmo fazendo as coisas certas’, disse Peters.

Assim como ela, tantos outros imigrantes acabam vivendo num carrossel, com tantas normas, regulamentos e burocracia na Austrália, que acabam forçando as pessoas para fora do país. ‘Eu tinha as recomendações e não vejo o motivo de passar de novo pelo processo de aplicações. Talvez eu devesse,’ ela disse. Personalidade de televisão e rádio, Jono Coleman pensa que ‘ a Austrália tem um pouco de problema em sua imagem mundial.’  De acordo com Coleman ‘ a vida é mais cara, a gasolina é mais cara e ir ao supermercado é também mais caro.’ Ele perseguiu fama e fortuna de volta à sua pátria, antes de se mudar para a Austrália. Vendo de ambos os lados, ele diz que é hora de uma revisão da imagem , porque a reputação da Austrália no exterior está ficando na lixeira. ‘Há uma piada que gira em torno do Reino Unido: ‘qual é a diferença entre um pote de iogurte e um australiano?’ E eles dizem ‘o pote de iogurte tem mais cultura’, brincou Coleman.

E a Austrália está, de fato, ficando cada vez mais cara. Um relatório do grupo de reflexão de políticas públicas, um centro de estudos independente, demonstrou que nosso custo de vida está ficando fora de controle. Sydney, Melbourne e Brisbane estão agora entre as top vinte cidades mais caras do mundo; há uma década atrás, apenas figuravam no top 100. ‘Hoje essa é uma das coisas que não compreendemos sobre a Austrália – nós não somos apenas um país de grande imigração, mas nós somos também um país de grande emigração,’ disse o Professor Graeme Hugo, Chefe do Centro de Estudos de Migração e População Australiana,  da Universidade de Adelaide.

O Professor Hugo diz que é hora do Governo Federal focar mais em conter a debandada no exterior, em vez de tentar afastar os imigrantes. ‘O aumento do custo de vida na Austrália pode ser um dos fatores que incentivam algumas pessoas a voltarem para trás. Eu acho que muitos voltam porque eles perdem essa interação com a família e também fatores de estilo de vida. Você sabe, as coisas não saem bem como esperavam’ disse o Professor Hugo. O pior é que estamos perdendo nosso melhor e mais brilhante grupo de trabalhadores, altamente qualificado e estudado,  procurando viver em outro lugar. ‘Muitas vezes penso que a Austrália também poderia fazer melhor para ter uma  política de emigração, bem como uma política de imigração,’ disse o Professor Hugo. Porém, pode ser tarde demais, especialmente para os migrantes já no seu caminho para casa.”

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A Número Um – “It’s Official: Melbourne Is The Best” – Herald Sun

Muitos me enviam emails aqui pelo Blog, desejando saber sobre a qualidade de vida em Melbourne. Quando li as reportagens sobre a última pesquisa com o ranking das melhores cidades para se viver NO MUNDO, sabia que iria virar um post. Um post muito orgulhoso, afinal. Um post de alguém que ama Melbourne, vive aqui e está sempre falando bem da cidade para todo mundo! As reportagens são do último dia 30 de agosto, como um presente em comemoração aos meus 3 ANOS DE AUSTRÁLIA!

O novo ranking ficou assim:

1 Melbourne, Australia
2 Vienna, Austria
3 Vancouver, Canada
4 Toronto, Canada
5 Calgary, Canada
6 Sydney, Australia
7 Helsinki, Finland
8 Perth, Australia
8 Adelaide, Australia.
10 Auckland, New Zealand

Melbourne liderou o ranking bianual de 140 cidades, com uma pontuação de 97,5 por cento, à frente de Viena, com 97,4 por cento, mostrou a pesquisa. As cidades são avaliadas em estabilidade Política e Social, índices de criminalidade e de acesso a Saúde de qualidade. A pesquisa também mede a diversidade e padrão de eventos culturais e do ambiente natural, a Educação, e o padrão de infra-estrutura, incluindo transportes públicos.

Se você quiser ler as reportagens oficiais (em Inglês), dê uma olhada nos endereços abaixo:

Melbourne world’s best city, says Economist Intelligence Unit survey

Melbourne ranked the world’s most liveable city as other cities lose points in survey

Melbourne, A MELHOR!

Derrubando Um Mito

O assunto mais questionado aqui no Blog, ou nos emails que os leitores me escrevem, invariavelmente passa pela fama que Melbourne tem, de ser uma das cidades mais caras da Austrália. Verdade seja dita, o custo de vida aqui é alto; mas se a gente volta, as coisas não serão nem um pouco diferentes, como podemos ver abaixo nas duas reportagens sobre o levantamento do custo de vida no mundo. Com o novo ranking das cidades mais caras, podemos ver São Paulo ganhando de Melbourne, o que derruba o tal mito, pelo menos por enquanto.  A primeira eu li no site da Globo ( São Paulo é cidade mais cara das Américas) e a segunda na página de Economia da IG ( São Paulo é 10ª cidade mais cara do mundo). De qualquer forma, tudo precisa ser pesado, levando em consideração a qualidade de vida, segurança e desenvolvimento econômico. Acredito que vai ajudar muitas pessoas que estão se organizando para passarem uma temporada por aqui ou mesmo para aqueles que estão vindo pra ficar! Espero que seja útil…

 

Copa Do Mundo 2010!

Todo mundo querendo saber o que tenho à dizer sobre o que aconteceu nessa Copa, né? Agradeço os recados de todos que queriam minha opinião. Segue um vídeo, que retirei do Fantástico desse domingo, por Tadeu Schmidt. Falou tudo. Pode não ser exatamente o que eu penso, mas é exatamente o que quero dizer por agora.