5 Anos de Blog (Nunca pensei que chegaria até aqui)!

Dia desses uma grande *amiga brasileira, que conheci através do Blog, me disse carinhosamente que eu não poderia nunca abandonar esse espaço, porque foi através dele que começamos a nossa amizade.  Imediatamente me bateu uma sensação tão estranha de abandono e esquecimento, que cortou o coração… É verdade. Esse espaço já me trouxe tanta alegria, orgulho, já foi meu conselheiro, meu terapeuta; tantas lágrimas já foram derramadas no meu teclado, enquanto escrevia. Praticamente, esse cantinho aqui foi minha terapia por muito tempo. Sem contar as grandes e incríveis amizades que nasceram exatamente nas linhas de tantos posts. A história desse Blog se confunde com a minha história na Austrália!

Confesso publicamente, e de coração partido, que acabei deixando esse meu companheiro de lado, porque hoje em dia a solidão não faz mais parte da minha vida australiana. Depois de tanto tempo, a gente constrói uma rotina, um grupo de amigos, uma nova vida no lugar que escolheu pra viver e, por memória curta, acaba permitindo algumas prioridades em detrimento de outras. Eu não sou uma blogueira. Definitivamente. Isso aqui não se tornou um vício, uma “religião”, um desespero, nem mesmo um ganha-pão, como a maioria dos blogs acaba virando. De maneira alguma. Meu (quase abandonado) Blog sempre foi meu lugarzinho de desabafo, de dividir sentimentos, frustrações, de compartilhar o que eu sentia vontade, QUANDO sentia vontade. Por esse motivo, nunca “profissionalizei” a coisa, a despeito de muitos convites e da insistência de alguns amigos e leitores.

Na realidade, eu gosto assim: livre, do meu jeito, sem compromisso ou rabo preso. E gosto de aniversários também. Muito! Aí pensei comigo: Agosto é mês de aniversário do Blog, quase aniversário de chegada na Austrália. Meu “amigo” de escrita merece uma atenção especial; merece uma comemoração! Confesso também que nunca tive a pretensão de ter um espaço que sobrevivesse por longos 5 anos. Estamos celebrando Bodas de Madeira! NÃO, não vou fazer propaganda, nem sorteio de brindes para divulgar esse espaço. Muito menos vou fazer promoções pra você indicar o espaço para seus amigos e ganhar alguma coisa por isso! Para festejar com muito gosto, vou mesmo é investir um tempo respondendo a todos os comentários que ficaram perdidos por aqui, como eco nos meus ouvidos. Tenham paciência comigo e darei o meu melhor pra responder tudinho. E quero dedicar tempo pra esse meu queridinho espaço nesse mês de celebração. Quero comemorar fazendo com ele o que fazemos de melhor juntos: ESCREVER!

O mais interessante disso tudo é olhar pra trás e reler alguns dos posts antigos. Não tenho feito muito isso nos últimos tempos, mas me dá alegria e satisfação quando o faço. Ver o quanto a gente cresce, amadurece, muda e se transforma, acalenta o coração. É como ler um Diário de uma criança, que vai crescendo, amadurecendo, entra na adolescência e por fim se tornará um adulto. É assim que encaro a minha vida aqui, sempre em desenvolvimento, sempre em fase de transformação. E tudo que faz a gente sair da zona de conforto, da nossa área de ação segura, sempre gera essa sensação boa de crescimento. Hoje, cinco anos depois, posso afirmar com uma pontinha de satisfação interna, que mudar é bom, é positivo, agrega, amadurece, transforma paradigmas, muda ponto de vista, traz humildade e senso maior de interdependência. Nunca fui muito fã de mudanças… Sempre fui o tipo de pessoa pra quem os “cartões de fidelidade” foram inventados, da turma do “em time que está ganhando não se mexe”, sabem? Mas em minha pouca vivência e experiência de vida, posso afirmar que o saldo final de uma grande mudança é sempre positivo e recompensador, se formos corajosos. Mesmo que seja uma mudança, literalmente, pro outro lado do mundo…

* Esse post é dedicado à você, minha querida amiga Patrícia Tchakerian.

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Voltando Ao (meu) Mundo Virtual

Olá leitores! Depois de “um longo e tenebroso inverno”, aqui estou eu de volta ao meu Blog! Sinto mesmo por ter sumido do mapa, mas estava terminando meu curso… Oficialmente DE FÉRIAS, tomei vergonha na cara e apareci para responder aos comentários, emails e afins! E vou me empenhar para estar presente em todo o meu período de descanso, porque tenho muita coisa para contar, dividir e comentar! Nunca tinha me acontecido antes uma ausência tão longa de vocês e dos meus posts; afinal, amo escrever! Mas, andei me dedicando bastante aos estudos nessa reta final!

Dezembro é um mês dos mais complicados para mim, vivendo tão longe da família, dos amigos, do meu país, das minhas raízes e tradições, por isso fico meio xarope… Mas vou tentar fazer desse mês mais alegre, escrevendo mais, dando mais dicas e compartilhando mais desse lugar lindo que escolhi (REALLY???) para viver! Além de Natal, Ano Novo e meu aniversário, é aniversário das minhas duas irmãs (inclusive, uma delas no MESMO DIA que eu)! Como se não bastasse, esse ano a minha melhor amiga está se casando lá no Brasil e eu não poderei compartilhar desse momento pessoalmente… Coisas de quem vive tão longe… E, além de longe, está caro pra caramba!

Então, tenho um longo e difícil DEZEMBRO para encarar logo ali, à minha frente! Nada melhor do que ter um lugarzinho para desabafar, não é?  Mas fiquem a vontade; caso eu esteja chata demais, ou azeda demais, não hesitem! Podem deixar de ler os posts mais amarguinhos, combinado?

Bom estar de volta, bom escrever e principalmente, bom poder desejar a todos um DEZEMBRO alegre, de esperanças renovadas, novos planos, sonhos e projetos! E, para aqueles que, como eu, têm um Dezembro a ser superado, em função da saudade que essa época do ano traz, muita força, luz, ânimo e fé em Deus! A gente consegue…

De qualquer forma, seja bem vindo, Sr. Dezembro!!!

O Fim De Uma Longa Espera

Enfim, chegou. Idealizei esse dia por longos 3 anos. Esperei por ele muitas e muitas vezes. Chorei ansiando que ele chegasse logo, por incontáveis vezes. Rodeei essa data de muitas expectativas. Cheguei a contar o tempo inúmeras vezes, fazendo as contas de quanto ainda teria que percorrer… Quando viemos para a Austrália, era esse o montante de tempo: 3 anos. Três LONGOS anos. Exatos 1.095 dias. Vinte e seis mil, duzentas e oitenta horas. Parecia impossível, quase insuportável. O contrato de trabalho do meu marido era a nossa referência de tempo. Pensava comigo, às vezes até em voz alta, que exatamente no dia do término do contrato, eu estaria de malas prontas na porta e passaporte na mão.

Um casal de amigos muito querido, daqueles mais chegados que irmãos, me presenteou com uma graça de relógio, na ocasião da nossa partida. Além de ser bonito, o tal presente veio carregado de simbologia: era para que eu contasse o tempo até o nosso momento de voltarmos para o Brasil! E eu contei… Nossa, como eu contei! Sou daquele tipo de pessoa para quem os cartões de fidelidade foram inventados. Gosto sempre dos mesmos lugares. Dos mesmos restaurantes, das mesmas comidas. Gosto de viajar sempre para meus os lugares prediletos. Tenho marcas preferidas para tudo que se pode imaginar nessa vida. Gosto dos mesmos amigos. Uns poucos, mas fiéis. Experimentar não é, definitivamente, uma das minhas palavras descritivas. Até hoje, quando eu penso em tudo que envolve uma mudança de país, me pego pensando, admirada: Deus do céu, como eu fui capaz de fazer isso?

É, eu fui… Talvez até porque eu tivesse essa data em mente, a tal que finalizaria meu “martírio” longe de tudo que realmente tinha importância para mim. Dentro do meu coração, estava sempre me prometendo: eu vou, mas eu volto! Logo que cheguei aqui, inconscientemente, eu vivia me esforçando para estragar tudo. Era um esforço DELIBERADO para não gostar de nada. Lembro-de de inúmeras situações em que fui extremamente insuportável, quando as pessoas me falavam bem de algo por aqui e eu respondia com toda a “singeleza”de um rinoceronte, que eu não precisava de nada novo, que eu estava satisfeita com tudo que sempre tive e conheci. Não precisava de uma língua nova, a minha estava excelente para o meu domínio. Não estava interessada numa cultura nova, já que eu tinha a minha própria. Não estava aberta para uma nova Igreja, porque a “minha” no Brasil seria a minha para sempre. Imagine uma pessoa estraga-prazeres. Multiplique por mil. Eu ganharia dela, de longe!

E lá no íntimo, eu pensava que seria melhor mesmo não me envolver com nada, porque eu iria embora assim que nosso contrato terminasse. E passaria a chave na porta, feliz da minha vida; daria um grande viva e sairia saltitante feito uma gazela enlouquecida, rumo ao Aeroporto. Nossa! Só de pensar eu vibrava! Puxa, quanto tempo ainda falta mesmo para esse dia chegar??? Absolutamente, nem um segundo! E não há malas, bilhetes de viagem, caixas de mudança, ou sequer um passaporte válido, já que o meu está vencido! E o que eu acho ainda melhor: não há mais uma data a esperar! Não há mais planos de ir embora. Não se conta mais o tempo nessa casa!

Conquistei após esses anos, aquela sensação agradável de gostar de onde se está, de gostar de viver como se está vivendo… Aprendi a amar Melbourne como minha, a me liberar (e liberar meu coração) para amar tanto a Austrália como o Brasil; a entender que a minha vida lá era boa, sim, mas aqui no momento é melhor! Levei muito tempo lutando dentro de mim para admitir isso, mas hoje se eu tivesse mesmo que voltar, estaria muito triste. Eu QUERO ficar. Eu QUERO viver aqui. Tenho planos para o futuro, AQUI. Sei que muitos que me conhecem, lerão isso com espanto, exceto minha melhor amiga, que sempre me diz estar se preparando para uma decisão minha de permanecer aqui para sempre. “PARA SEMPRE” é muito tempo, mas pela primeira vez, ao comemorar um aniversário de mudança pra cá, e pensar sobre isso, tenho alegria em meu coração ao afirmar SEM MEDO: eu QUERO ficar aqui!

Sei que Deus é quem dirige meus passos, minha vida e a vida da minha família, mas se Ele me permitir, por enquanto, é aqui o lugar onde eu quero estar. Desejo manter meu coração  sempre aberto e receptivo às mudanças que a vida me trouxer, mas por hora, se me for dado o direito de escolha, Melbourne é o lugar onde quero continuar escrevendo a minha história… Mais do que NUNCA, posso dizer ao terminar esse post: FELIZ ANIVERSÁRIO DE 3 ANOS PARA A NOSSA FAMÍLIA! E aos nossos amigos amados, que me presentearam com o relógio, posso garantir que vou usá-lo, ainda contando o tempo… Sempre contando o tempo até as nossas próximas férias no Brasil!

Aprendendo Com Alice

Aqueles que me conhecem e convivem comigo, sabem da minha grande luta para ser uma pessoa grata. Eu diria que sou, mais ou menos, por assim dizer, tipo assim, indo direto ao ponto, uma pessoa que sempre quer mais. Quero mais da vida, mais de mim, mais do mundo, mais de Deus, mais dos outros, mais, mais, mais, mais… Imediatamente após conquistar algo, mal tenho tempo de comemorar, porque estou ocupada estabelecendo uma nova meta ou conquista. Ou seja, querendo algo além…

Essa busca contínua se levanta petulante e presunçosa na luta entre o espiritual e o carnal, entre a satisfação e o desejo de sempre melhorar, obscurecendo a visão clara e límpida da grandeza da vida diante dos meus olhos. E eu preciso lutar. Lutar sempre. Buscar olhos que enxerguem realização em tudo, coração que encontre satisfação em cada detalhe da vida e mente que descanse diante de cada milagre diário. Todos os dias, eu preciso parar, deliberadamente, para agradecer à Deus tudo que a vida me proporciona.

Hoje me deparei com uma notícia no site da Globo, que me levou a parar tudo, respirar fundo e agradecer. Agradecer por tudo que vivi até aqui, por tudo que tenho vivido no presente e, de antemão, pelos dias que me restam. Sou grata pela minha vida, minha família, meus amigos, minha fé… Grata pelo privilégio de estar viva e totalmente convencida de que o AQUI e o AGORA são as duas únicas certezas de nossa frágil existência.

Leia a reportagem você mesmo e, do fundo do meu coração, eu faço agora uma breve oração silenciosa, clamando para que você seja contagiado pelo mesmo sentimento e aproveite para agradecer HOJE também, já que o AMANHÃ é um mistério.

“Uma adolescente britânica de 15 anos em estado terminal de câncer atraiu mais de 230 mil visitantes para o seu blog no qual relata sua busca em conseguir completar uma lista de 17 coisas que pretende fazer antes de morrer. Alice Pyne lançou seu blog na última segunda-feira, após seus médicos terem considerado que não há mais tratamentos possíveis para o linfoma descoberto há quatro anos.

‘Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta’, diz ela em sua apresentação no blog. ‘É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer’, escreveu ela.

Ela prometeu documentar ‘o tempo precioso com minha família e meus amigos, fazendo as coisas que eu quero fazer’. ‘Você só tem uma vida… viva a vida’, complementa.

Em uma mensagem postada após o sucesso do blog, ela escreveu: ‘Nossa, eu pensei que estava só fazendo um pequeno blog para alguns amigos! Muito obrigado por todas suas adoráveis mensagens para mim’.

Entre os desejos da menina está nadar com tubarões, encontrar a banda Take That, visitar uma fábrica de chocolates e inscrever sua cachorra, Mabel, em um concurso. Ela também incluiu em sua lista ‘fazer todo mundo se inscrever para se tornar doador de medula’. Na quarta-feira, com a repercussão de sua história, o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu se tornar um doador após ouvir o relato do caso de Alice no Parlamento por um deputado opositor.

O sucesso também a ajudou a arrecadar mais de 10 mil libras (cerca de R$ 26 mil) em doações para uma organização beneficente de pesquisas sobre o câncer. No ano passado, Alice Pyne já tinha ganhado certa notoriedade na Grã-Bretanha ao lançar uma campanha com a associação Anthony Nolan, que ajuda pacientes que precisam passar por transplantes, para encontrar doadores de medula óssea que pudessem ajudá-la em seu tratamento.

Mais de mil pessoas se voluntariaram para doar a ela, mas em outubro os exames médicos mostraram que o câncer havia se espalhado e que já não havia opções de tratamento. Ela passou por várias sessões de radioterapia e quimioterapia, além de se submeter a um transplante com as suas próprias células-tronco, mas os tratamentos não tiveram o resultado esperado.

Em sua apresentação no blog, a adolescente diz que não espera conseguir completar toda sua lista de desejos. ‘Algumas coisas não vão acontecer, porque eu não posso nem mesmo viajar mais’, diz. Um dos itens de sua lista é ‘viajar para o Quênia’. Ela diz, porém, que pensou que seria divertido publicar a lista na internet e ir marcando o que ela for conseguindo fazer, ao mesmo tempo atualizando os leitores do blog sobre o processo.

Graças ao sucesso do blog, porém, ela vem recebendo milhares de ofertas de ajuda para conseguir cumprir seus desejos. Em um comentário postado na quinta-feira, ela conta que vai conhecer o Take That no fim de semana. ‘Estou tão excitada que nem posso esperar. Só espero que não fique doente ou algo estúpido’, diz. ‘Tenho vivido de pijamas no último ano, então minha mãe foi à cidade para comprar roupas para mim’, conta. ‘Parece que outras coisas que eu havia desejado estão sendo organizadas para mim, então obrigado a todos por isso. Eu me sinto uma garota de muita sorte’, afirmou.

Obrigada, Alice, por me ajudar a ver que a vida tem que ser vivida. Por me ajudar a ver que, mesmo em situações muito complicadas e difícies, ainda há razões para agradecer. Por me ajudar a ter um coração mais grato e sereno, e principalmente, por me lembrar de tirar minha própria lista de “coisas à fazer antes de morrer” do fundo da gaveta. Nosso tempo aqui é curto. O importante é viver o hoje. Como você. Aproveite cada segundo, cada momento. Estou orando por você! Que cada um dos seus dias seja um espetáculo imperdível.

Com todo meu amor,

Carolina

Quase Australianos!

Após meses na saga burocrática do Departamento de Imigração Australiano, por fim recebemos hoje a grande notícia: nossa Residência Permanente saiu! À partir de agora, temos todos os direitos de cidadão, com exceção do passaporte australiano, que será uma “novela” à parte ( não percam as cenas dos próximos capítulos)!

Exatos dois anos depois e vamos devagarinho conquistando nosso espaço, nossos sonhos e projetos em “Tão Tão Distante”! Minhas metas de estudar, iniciar uma nova carreira, mudar o rumo da minha vida, enfim começam a tomar forma. Mais um ponto prá Austrália!

E que tempos de comemorações estou vivendo! Aniversário de Melbourne, aniversário de chegada na Austrália, Centenário do Corínthians e agora o início de nossa vida como QUASE cidadãos! Tudo em 4 dias consecutivos! Quanta alegria! Estou ficando mal acostumada, com tantos motivos prá comemorar… Como li em uma frase de internet dia desses por aí, “Não tenho tempo prá mais nada! Ser feliz anda me consumindo MUITO!”

Combino mais do que nunca com essa casinha!
Meus tênis na porta "de casa"!

Sand Sculpting Australia 2010…

Great Moments in History (Grandes Momentos na História) – Esse é o tema desse ano para a Exposição de Esculturas na Areia realizada anualmente por aqui! Aberta em dezembro, estará lá até o dia 26 de abril, quando as esculturas serão destruídas e a areia será reutilizada para as novas esculturas do ano que vem!

Além da exposição, nos finais de semana eles têm um “workshop”, onde as crianças podem brincar de esculpir suas próprias caricaturas e figuras! Também têm pintura no rosto e confecção daquelas pequenas garrafas com areia colorida dentro, bem típicas de artesanato caiçara! Adoro!

A exposição realmente me impressionou, com uma riqueza de detalhes absurda! Tivemos inclusive o prazer de ver uma escultora trabalhando lá, porque as últimas chuvas danificaram um pouco algumas obras… O grupo conta com 19 escultores (talentosos, na minha opinião), que nos permitem um passeio lindo através da História da humanidade e suas conquistas, momentos e problemas…

Abrange diversos momentos e acontecimentos culturais que influenciaram a História do mundo contemporâneo, desde Artes, Música e Cultura Popular, às grandes invenções, os Egípcios, Gregos, o Império Romano, a América, França, o Império Britânico, as Cruzadas, o Império Espanhol, as viagens de Marco Polo, a civilização Asteca, as Guerras Mundiais e, claro, a Austrália, entre outros… Tudo isso bem em frente à graciosa praia de Frankston, com seu píer bonitinho e areia bem fininha…

Sem dúvidas, um passeio imperdível!  Mais informações podem ser encontradas no site:    www.sandsculpting.com.au

“Depois De Um Ano Passa…” Mentira, Passa Nada!!!

Não tenho muita certeza se contei isso aqui no blog, mas acho que sim! Claro que não consigo me lembrar de tudo que já bloguei, mas me esforço… Bem, do que estou falando? Desde que cheguei aqui, ia conversando com as pessoas e elas sempre me diziam, em sua maioria, que depois de um ano as coisas melhoram, que a gente se acostuma e começa a ter uma vida diferente, se sentindo “em casa”… Especialmente os brasileiros, que sempre quiseram me animar e destacar as vantagens e (des???) vantagens de viver fora do Brasil… Digo vantagens e vantagens porque é assim mesmo que soa aos meus ouvidos:” viver aqui é tudo de bom”!

Longe de mim ser uma pessoa ingrata, cega ou até mesmo mal agradecida, em relação à tudo que a vida tem me proporcionado (quem lê meu blog sabe o quanto falo bem de tudo por aqui, até mais que deveria, eu acho…), mas a verdade é uma só: NÃO PASSA! Estou comemorando (será mesmo?) um ano e meio de Austrália! Moro numa casa legal (beeeemmm legal, acredite!), num bairro lindo (coisa de filme), numa cidade maravilhosa (nada à ver com o Rio de Janeiro, mas maravilhosa) e quando as pessoas leêm, ou ouvem isso, ou sabem disso de alguma forma, sempre imaginam um verdadeiro paraíso na Terra!

Estou cansada de receber recados, emails, comentários, de gente achando que viver aqui é o melhor que se pode ter no mundo, uma vida de “glamour” como brincam alguns ou de viagens, como perguntam outros, ainda hoje: “E a viagem, como está?” Que viagem, meu Deus do Céu??????? Não estou fazendo turismo, gente; tenho vida real como todo mundo! Tenho que lavar, passar, cozinhar, trabalhar, fazer dieta e exercícios, como todas as pessoas normais! E ainda tenho que fazer tudo isso em Inglês, tentando entender e me fazer entender diariamente, tentando ter certeza de que estou dizendo (e ouvindo) a coisa certa até prá comprar uma coisa besta no supermercado!

E o pior de tudo isso: temos que conviver com essa saudade insuportável, essa coisa apertada na garganta cada vez que a gente vê uma foto no orkut, cada vez que recebe uma carta ou email de alguém que você ama, cada vez que fica sabendo de um problema que você sequer poderia resolver se estivesse lá perto, mas poderia abraçar as pessoas e dizer o quanto se importa, mesmo não podendo fazer absolutamente  nada! Não passa… Definitivamente, não passa… A vontade de estar perto à cada aniversário de uma pessoa importante prá você, em dias de festas especiais ou feriados, em ocasiões que você realmente sente um buraco dentro do peito, um rombo no estômago, um sentimento quase incontrolável que faz você repensar no porquê de estar tão longe… sabe uma sensação de pensar “eu quero voltar prá casa???”

Não quero desanimar ninguém que está vindo prá morar, nem estudar, ou o que seja; apenas gostaria que as pessoas soubessem como muitos de nós nos sentimos longe da família, dos amigos, da nossa vida! E dizer àqueles que, como eu, estavam esperando “passar”, que a gente se acostuma sim, que a vida continua sim, que as coisas acontecem sim, mas é preciso saber viver com a falta de coisas e pessoas insubstituíveis na vida da gente… Têm dias que a deprê chega forte, que o choro fica insistindo em saltar de dentro da gente e que a TPM piora anos-luz! Hahahahaha! E aprender à conviver (e controlar!) isso tudo é que é o VERDADEIRO DESAFIO de morar no exterior… Sem dúvida alguma, quando eu for embora daqui, a maior conquista não terá sido um super Inglês, um curso legal, uma posição melhor ou um salário gigante… Terá sido, sem nenhuma dúvida, um caráter menos frágil  e um domínio próprio mais crescidinho, sem achar que o mundo roda porque estou nele! E viva o crescimento interior!!!