Férias (?!) No Brasil!!!

Como contei prá todo mundo, há dois posts atrás, depois de 2 anos no meu “exílio” aussie, fui para o País das Maravilhas (leia-se BRASIL!), imaginando férias e momentos de descanso! Hahahahahahahaha! Desculpe pela gargalhada internáutica, mas ela saiu de verdade enquanto eu escrevia aqui em casa! A única coisa que não tive no Brasil durante meu mês “de férias” foi justamente… FÉRIAS!

Não sei se nosso conceito de férias é parecido, mas quero te ajudar a caminhar no meu raciocínio… Segundo o dicionário, a palavra férias significa: “s.f.pl. Época de repouso. O corpo humano não pode atuar com toda sua potencialidade sem períodos freqüentes de repouso. Há muito os médicos reconheceram que várias doenças do corpo e do sistema nervoso podem ser curadas apenas com a ausência da atividade normal e cotidiana. A mudança da rotina cotidiana que ajuda a restaurar o corpo, a mente e a disposição das pessoas chama-se férias.”

Bem, não repousei, não tive restauração no corpo, nem disposição, mas fiquei MUITO cansada! O que vivi nos dias em que estive no Brasil foi uma verdadeira correria, passando por 5 cidades diferentes, visitando parentes, família, amigos, num ritmo alucinado, sem dormir bem por causa do fuso horário e a mudança constante de camas e afins! Você pode me achar uma chata, rabugenta, fresca, o que seja, mas o pique foi dureza! Minha família mora em uma cidade, a família do meu marido em outra, e a gente morava há mais de 10 anos em uma terceira cidade, onde estão nossos amigos e Igreja! Impossível reunir todo mundo num só lugar e ao mesmo tempo! Então, fui passando de lugar à lugar, de cidade em cidade, até visitar todo mundo! Bem cansativo!

E o que mais  senti falta, de verdade, foi de passear pelos meus locais preferidos, gastar tempo descansando, bater papo furado sem me preocupar com a hora, ou a próxima visita, andar na praia, relaxar, fazer nada!!! Algo tipo… Férias??? Hahahahahaha! É fato que fui à Campos do Jordão por UM dia e no meu Shopping preferido em Campinas, também por UM dia, e consegui caminhar na praia em Caraguá apenas UMA tarde, mas fora esses momentos, os demais dias passei cumprindo agenda! Ah! E tive uma tarde corrida ( mas deliciosa!) em São Paulo, antes de embarcar! Foi muito bom ver todo mundo, matar as saudades das pessoas que a gente ama, mas na próxima quero mais tempo (e dinheiro!) prá descansar um pouco, prá dar uma fugida de uns 3 dias, intercalando as visitas, almoços e jantares com as pessoas, com tempos de descanso, de FÉRIAS efetivas…

As pessoas ficam muito felizes com a chegada da gente, mas confesso que em alguns momentos me senti um pouco “sufocada”, um tantinho cobrada, por coisas do tipo: “mas vai ficar só isso aqui?”, “vai jantar na minha casa apenas uma vez?“, ” vai me dar apenas esse tempo de sua viagem?” “foi legal ver você, mas foi tão rápido!” As pessoas não param prá pensar que você é UMA, enquanto elas são várias! Poucas foram as pessoas que realmente consideraram a minha vinda um presente, um privilégio, um momento único… Poucas pessoas aproveitaram o tempo ao meu lado, ESTANDO comigo, apenas pelo fato de aproveitarem minha presença… Gastei mais tempo me desculpando, me explicando, dando satisfações do meu itinerário, do que  AMANDO as pessoas! Isso não foi bom… Na próxima, quero fazer diferente.  Ainda não sei como, mas vou descobrir um jeito!

Caminhada na Avenida da praia em Caraguá!
Visitinha corrida à Campos do Jordão!
Meu Shopping preferido - Campinas, SP!
Minha tarde deliciosa em São Paulo! QUERO MAIS!
Anúncios

Cadê a Austrália Que Não Chega Nunca???

Costumo sempre brincar que preciso achar um defeito para esse país que quase beira a perfeição… Fácil de achar, né? Esse lugar é longe prá mais de metro! Sempre soube disso, mas quando você entra num avião rumo a Austrália, é que realmente ENTENDE o que isso significa! Gente, é longe… Não, é mais do que isso… É MUITO longe… É o mais longe que se pode ir, antes da Nova Zelândia! Sabe aquele papo de “onde o Judas perdeu a bota?” No meio do caminho prá cá, você vai vendo os lugares onde o tal do Judas perdeu a calça, as meias, a palmilha do sapato, as botas… Mas quando você se vê quase chegando, já está tão cansado e irritado que compreende de uma vez por todas que foi aqui, provavelmente, que o tal Judas perdeu o JUÍZO!!!

Como contei no post anterior, sobrevivi muito bem ao primeiro round da viagem, o trecho São Paulo-Dubai! Correu tudo muito bem… Mas no segundo round… Dubai-Melbourne, a coisa começou a “pretejar” pro meu lado… Primeiro porque tive uma dor de cabeça muito forte e como não levei nenhum analgésico na bagagem de mão, tive que apelar pro “qualquer coisa” que a aeromoça tinha prá me oferecer! Vai aí uma dica primordial – leve os remedinhos que você está acostumado a usar: analgésico, anti-térmico, anti-ácido e todos os outros anti que você puder se lembrar! Tive uma dor de estômago forte também, porque não consegui comer quase nada nesse segundo percurso! O cardápio não era do meu gosto, quase não tinha nada que eu pudesse pedir, além de frutas, iogurte (tão pálido o de morango que parecia que alguém tinha dado um susto no pobre coitado!) e café! Sem contar que o fuso horário fica “con-fuso” horário e na hora que você está com fome de café da manhã, eles estão servindo o almoço e na hora do seu jantar eles aparecem com aquele chazinho e umas bolachinhas!!!

Outro detalhe que me deixou arrasada foi descobrir que não havia um único filme com legendas em Português nessa parte do trajeto! Sem brincadeira, tinha umas milhares de línguas das quais eu nunca sequer tinha ouvido falar, mas não tinha Português! Meu humor despencou!!! Ainda bem que o efeito do analgésico me pegou logo e pude enfim dormir uma boa parte das horas que faltavam…

Outra dica importante é que você sempre viaje com sapatos muito confortáveis, baixos, porque os pés incham durante o percurso! Troquei de sapatilhas no hotel e coloquei uma novinha, que tinha comprado no dia em que sai do Brasil, e na primeira levantada para ir ao banheiro, achei que tinha calçado o sapato do vizinho!!! Roupas, sapatos, acessórios, devem ser todos leves, confortáveis ao extremo, de frio, de calor, porque as temperaturas variam, e você tem a tendência de se irritar mais facilmente quando o cansaço bate!

Mas posso garantir que quando descemos em Melboune, exatamente há um ano atrás, na manhã do dia 31 de agosto de 2008, eu sentia em meu coração que a AVENTURA estava apenas começando…

DSC00591

Faltando apenas 0:05 minutos pro começo de minha nova vida!

Minha Casa De Numero 16!!!

Pode parecer incrivel, mas hoje a tarde peguei papel e caneta e listei todas as casas em que eu ja morei em minha vida! Deu 16! E o mais legal, ela literalmente eh a numero 1/16 da rua!!! Lembro o endereco de quase todas, mas vou conseguir encontrar todos em cartas ou contas guardadas… Dezesseis casas! UAU! Vida de nomade MESMO! Amanha e o dia da nossa mudanca! Tive 4 enderecos SO NESSE ANO!!! Que loucura isso!!! Agora preciso dar uma paradinha, viu?!? Preciso descansar! Descansar em Deus, colocar minha leitura em dia, minha vida emocional, espiritual, minhas corridas, minhas musicas… preciso VIVER um pouco! Isso me lembra… Epitafio??? Yeah!

“Devia ter amado mais/Ter chorado mais/Ter visto o sol nascer/Devia ter arriscado mais/E até errado mais/Ter feito o que eu queria fazer/Queria ter aceitado/As pessoas como elas são/Cada um sabe a alegria/E a dor que traz no coração/O acaso vai me proteger/Enquanto eu andar distraído/O acaso vai me proteger/Enquanto eu andar…/Devia ter complicado menos/Trabalhado menos/Ter visto o sol se pôr/Devia ter me importado menos/Com problemas pequenos/Ter morrido de amor/Queria ter aceitado/A vida como ela é/A cada um cabe alegrias/E a tristeza que vier/O acaso vai me proteger/Enquanto eu andar distraído/O acaso vai me proteger/Enquanto eu andar…/Devia ter complicado menos/Trabalhado menos/Ter visto o sol se pôr!” Sergio Britto.


letras acima